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Ramos Horta e Xanana Gusmão defendem união nacional timorense

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Agência EFE

DÍLI - O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, e seu antecessor no cargo, o candidato a primeiro-ministro Xanana Gusmão, pediram nesta sexta-feira ao povo timorense que restabeleça a união nacional, um ano depois da morte de 11 policiais num combate com tropas do Exército, um momento crítico da crise que ainda afeta o país.

- A união nacional se rompeu no ano passado e agora nós, timorenses, temos a obrigação de curar as feridas e de nos unir a nossos irmãos e irmãs para voltarmos a ser o povo que éramos antes da crise, disse Ramos Horta.

- Não devemos culpar uns aos outros. Devemos reconhecer o erro de todos nós e aprender a lição desta crise, para que ela não se repita no futuro, acrescentou o prêmio Nobel da Paz de 1996.

Uma cerimônia oficial em Díli recordou o confronto entre membros do Exército e da Polícia.

Daqui a quatro dias começa a campanha para as eleições parlamentares de 30 de junho. Autoridades e observadores internacionais temem que a violência possa se agravar devido à disputa eleitoral.

- A situação é de estabilidade na maior parte do país, mas temos que dizer de maneira honesta que há algumas áreas do território onde temos problemas, admitiu na última quinta-feira o primeiro-ministro interino, Estanislau da Silva.