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GAZA - Israel realizou um ataque aéreo contra uma área na cidade de Gaza próxima da residência do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, mas afirmou que o político não era o alvo da ação.
- A casa de Haniyeh não foi, em absoluto, o alvo - disse uma porta-voz do Exército israelense.
Ahmed Youssef, assessor político do premiê, afirmou que o bombardeio tinha por objetivo enviar uma 'mensagem ameaçadora' ao dirigente.
- Tudo isso são mensagens e sinais que visam minar e dificultar a capacidade de movimentação do primeiro-ministro - disse.
Horas depois, no mesmo dia, Israel lançou um outro ataque aéreo contra posições do Hamas, dessa vez na região central da Faixa de Gaza, deixando quatro civis feridos, entre os quais um jornalista de uma rádio pró-Hamas, disseram o grupo militante e funcionários de um hospital.
Um porta-voz do Exército israelense confirmou que o ataque tinha por alvo posições do Hamas. Segundo fontes do grupo e testemunhas, seis mísseis foram usados na ação.
Em uma manifestação cheia de fúria realizada no campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, um outro membro do Hamas, Nizar Rayyan, criticou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, devido ao fato de Abbas ter pedido ao Hamas que suspendesse o lançamento de foguetes contra Israel.
Um dia depois de o presidente ter dito que os ataques com foguete estavam prejudicando os esforços para negociar um cessar-fogo com o Estado judaico, Rayyan afirmou que Abbas 'deseja que nós nos rendamos'.
- Não daremos ouvidos a ele - acrescentou.
'Abbas detesta os foguetes da mesma forma que detestamos os judeus', afirmou Rayyan.
Os conflitos armados surgidos mais uma vez, duas semanas atrás, entre o Hamas e a Fatah mataram cerca de 50 pessoas antes de terem sofrido uma pausa nos últimos dias.
Representantes dos dois grupos podem se reunir com mediadores do Egito em separado, no Cairo, dentro em breve, afirmaram autoridades palestinas e egípcias.
Uma delegação da Fatah deve chegar ao país no sábado, e um porta-voz do Hamas afirmou que o grupo militante também estava disposto a reunir-se com autoridades egípcias se um convite formal nesse sentido lhe for feito.
Os ataques aéreos realizados por Israel já mataram ao menos 35 palestinos, e grupos militantes afirmaram que 23 deles eram combatentes.
Na última semana, mais de 150 foguetes, um dos quais matou um israelense, foram disparados contra o Estado judaico a partir da Faixa de Gaza.