Agência EFE
LÍBANO - As armas se calaram em torno do campo de refugiados palestino de Nahr al-Bared, após uma noite de intensos combates entre o Exército libanês e a milícia extremista sunita Fatah al-Islam.
A ofensiva, considerada a mais dura desde o início dos bombardeios, no último domingo, terminou por volta das 3h (22h da última quinta-feira, em Brasília). Mas escaramuças com armas leves se prolongaram de forma intermitente até o amanhecer.
O primeiro grande combate explodiu no início da noite e durou mais de 45 minutos, com balas traçantes e disparos intensos de baterias móveis. Carros de combate equipados com metralhadoras de alto calibre abriram fogo contra posições dos rebeldes no norte do acampamento.
Os rebeldes responderam de forma agressiva à ofensiva do Exército libanês.
Pouco após a meia-noite, os combates voltaram a aumentar de intensidade. Em algumas ocasiões, chegaram ao exterior do acampamento.
No litoral também se ouviram detonações de artilharia, o que parece indicar que o Exército libanês poderia ter recorrido também à Marinha.
Do lado de fora do acampamento quase não restam traços da batalha, a não ser pela passagem de soldados exaustos. Eles foram substituídos ao longo da madrugada por tropas descansadas.
Nahr al-Bared é palco desde o fim de semana de sangrentos combates entre as Forças Armadas libanesas e o grupo extremista sunita Fatah al-Islam.
Segundo diversas fontes, os combates causaram até a noite desta sexta cerca de 100 mortes, entre soldados, milicianos e civis.
Em dois dias de trégua, mais de 50% da população abandonou suas casas. Mas o Comitê da Cruz Vermelha Internacional calcula que no interior ainda haja 20 mil civis. As agências humanitárias temem que muitos deles sejam reféns dos insurgentes, que seriam usados como escudos humanos.
Tudo indica que a ofensiva do Exército libanês se intensificará de novo nas próximas horas.
De acordo com a televisão libanesa LBC, nos próximos dois dias chegarão ao país seis aviões de combates americanos. Eles serão deslocados do Kuwait, Egito e outros países do Golfo Pérsico onde os Estados Unidos mantêm uma presença militar.
Também nesta sexta-feira deve chegar ao país um comboio com 11 caminhões de ajuda humanitária para a população civil, enviados da Jordânia pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.