Agência EFE
TERÃA - O aiatolá Ahmad Khatami advertiu nesta sexta-feira aos líderes do Irã que o diálogo com os Estados Unidos sobre as relações entre os dois países seria um desvio da "postura do Aiatolá Khomeini", fundador da República Islâmica.
- Nas atuais circunstâncias, quem dialogar com os EUA se desvia da linha e desobedece às ordens" de Khomeini - disse Khatami no sermão das orações da sexta-feira, que costuma refletir a postura oficial do regime do Irã.
O clérigo fez a advertência antes do início da reunião entre EUA e o Irã sobre a segurança no Iraque, na segunda-feira. Os líderes iranianos disseram que "não vão tratar das relações" bilaterais, rompidas desde o início dos anos 1980.
- O Aiatolá Khomeini disse que os EUA é o Grande Satã e desejava que as relações permanecessem rompidas - afirmou.
Além disso, afirmou que "podem-se ver as marcas dos EUA em qualquer conspiração contra o Irã desde o princípio da Revolução Islâmica" de 1979. Ele acusou Washington de gastar US$ 109 milhões para apoiar grupos que querem derrubar o regime iraniano.
- Os EUA também estão conspirando no Líbano e não querem que este país conheça a segurança - disse.
Os EUA e o Irã não têm relações diplomáticas desde o triunfo da revolução islâmica que derrubou o regime do Xá Mohamad Reza Pahlevi.
Desde então, o Irã está na lista de países que Washington acusa de patrocinar o terrorismo.
Mais recentemente, o país islâmico tem sido acusado pelos EUA de tentar desenvolver um programa nuclear militar, o que Teerã já negou diversas vezes.
O Irã tem uma influência especial sobre a maioria xiita do Iraque e exige que os EUA ponham fim à presença militar no Iraque e na zona do Golfo Pérsico.