Agência EFE
TIMOR-LESTE - O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, disse nesta quinta-feira em Díli que seu país precisará da presença da Polícia da ONU (Unipol) e da Força de Segurança Internacional durante pelo menos cinco anos.
Ramos Horta, prêmio Nobel da Paz em 1996, opinou que a situação social, política, humanitária e de segurança no país ainda é frágil e volátil. Mas acrescentou que nesta quinta reina a paz na maior parte do território.
Ele explicou que a ajuda na área de segurança nos próximos cinco anos oferecerão ao Estado o tempo necessário para reorganizar com cuidado a força policial.
O Timor-Leste realizará eleições no dia 30 de junho para escolher um novo Legislativo, o segundo desde que o país alcançou a independência, em 20 de maio de 2002.
O primeiro-ministro interino timorense, Estanislau da Silva, da Frente de Resistência do Timor-Leste Independiente (Fretilin), declarou à Efe que se reuniu com as forças de segurança estrangeiras e nacionais para examinar o panorama.
- A situação é de estabilidade na maior parte do país, mas temos que dizer de maneira honesta que há algumas áreas, como Ermera, Liquica, Bobonaro e Díli, com problemas - explicou.
- Precisamos agora de um plano e uma estratégia adequados para as eleições - acrescentou Silva.
O Conselho de Segurança da ONU criou a Missão Integrada no Timor-Leste em agosto de 2006 para ajudar os timorenses a restabelecer a ordem, com 1.608 policiais e 34 militares.