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Uribe propõe libertar rebeldes que confessem crimes, exceto hediondos

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Agência EFE

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, ampliou a proposta de libertar guerrilheiros em troca de reféns e declarou que se deve pensar em libertar os rebeldes já presos que confessarem crimes de que são acusados.

Uribe fez a proposta na noite de terça-feira em uma feira de design e construção, mas explicou que não apóia uma anistia a quem tiver cometido crimes hediondos e que a decisão de libertar cabe à Justiça.

Há duas semanas, Uribe propôs a libertação em massa de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em troca de o grupo soltar 56 políticos, soldados e policiais mantém reféns.

A guerrilha rejeitou a proposta, chamando-a de 'farsa e cortina de fumaça'.

- Eu não acho que se houver alguém envolvido em crime cruel, possa ser anistiado. O que acho é que sem anistiar e indultar em casos de delitos atrozes, temos nos que preparar para dar benefícios de libertação a quem confessar a verdade - disse o presidente em discurso divulgado nesta quarta-feira.

Uribe disse que a proposta deve ser decidida pela Justiça, para não passar por cima da lei. Na medida em que ele está fora dessa decisão, poderá 'ter autoridade moral para dirigir os processos e falar com toda franqueza destas dificuldades, olhando nos olhos dos compatriotas'.

- O que queremos não é ter mais gente na prisão para que o país tenha mais guerrilha, mais paramilitares e mais narcotráfico, mas que o país nos acompanhe no processo de recuperar as instituições sem guerrilha, sem paramilitares e sem narcotráfico - concluiu.