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PKK nega autoria de atentado suicida na Turquia

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Agência EFE

VIENA - O ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) negou nesta quarta-feira sua participação no atentado suicida perpetrado ontem, em Ancara, que deixou sete mortos e 121 feridos.

O partido rejeitou, em comunicado divulgado pela agência pró-curda Firat, sua relação com o ato terrorista, cometido na entrada de um centro comercial da capital.

O comunicado afirma que a organização ilegal estava acompanhando as notícias do atentado através da imprensa.

- Não temos nada a ver com este ataque, e não aprovamos este tipo de ação - afirmou.

O PKK também criticou a imprensa turca por divulgar notícias tendenciosas, e criar hostilidade entre os turcos e os curdos.

Representantes oficiais, como o governador de Ancara, Kemal Önal, afirmaram 'ver a mão do PKK por trás do atentado de ontem'.

Segundo fontes policiais, 'a ação, o explosivo, o método e o material utilizados coincidem com os métodos da organização terrorista separatista (maneira como as autoridades turcas definem o PKK)'.

Afirmaram ainda que, segundo as impressões digitais, restos de roupa e testes de DNA, o suicida autor do atentado é um turco identificado como Guven

Akkus, de 28 anos, nascido na cidade de Zara, na província de Sivas, na Anatólia.

Sobre a identidade das vítimas, foi provado que um dos mortos que havia sido dado como um cidadão paquistanês é na verdade turco. Com isso, já são sete os turcos mortos no atentado até o momento.

Vários parentes de Akkus foram detidos, mas libertados logo em seguida, por falta de provas de relação com o PKK.

O suicida havia passado dois anos na prisão, por colar cartazes ilegais e enfrentar a Polícia nas manifestações de 1º de maio, quando pertencia à pouco conhecida União de Comunistas Revolucionários Turcos (TIKB).