Agência EFE
ABU DHABI - Nove navios militares americanos, incluindo dois porta-aviões, chegaram nesta quarta-feira ao Golfo Pérsico para participar de manobras militares em águas internacionais, no maior desdobramento naval dos Estados Unidos na região desde 2003.
Os navios, com cerca de 17 mil militares a bordo, cruzaram esta madrugada o estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico, segundo fontes militares americanas citadas pela imprensa local.
O objetivo das manobras é mostrar o compromisso dos EUA com a segurança dos países aliados de Washington na região, e com a livre navegação no Golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz é a passagem da maior importância estratégica para a navegação nesta via marítima, de onde saem 25% dos fornecimentos de petróleo no mundo.
Este desdobramento em massa ocorre duas semanas após o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, advertir, de um porta-aviões do país no Golfo, que Washington não permitirá que Teerã tenha acesso a armas nucleares ou controle a região.
Cheney também reiterou o compromisso dos EUA com a livre navegação no Golfo Pérsico.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, insistiu recentemente em que as 'forças estrangeiras' devem deixar a região, por considerar que 'prejudicam e não beneficiam', e que 'os países do Golfo Pérsico são os que melhor podem proteger sua segurança'.
Ahmadinejad fez estas declarações durante uma visita aos Emirados Árabes Unidos, na qual também propôs aos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) assinar acordos defensivos com o Irã para proteger a segurança regional.
O CCG, integrado pela Arábia Saudita, Emirados Árabes, Barein, Kuwait, Omã e Catar, todos aliados dos EUA, não comentou a chegada dos navios na região, mas já tinha expressado preocupação em relação à tensão entre Washington e Teerã pelo programa nuclear iraniano.