Agência EFE
JAPÃO - Uma lei para facilitar a recolocação das tropas americanas no Japão, que inclui ajudas às regiões afetadas pela saída dos militares, entrou nesta quarta-feira em vigor.
A nova medida autoriza o Banco de Cooperação Internacional do Japão (estatal) a oferecer investimentos e créditos para a transferência de 8 mil marines da região de Okinawa, no sul, à de Guam, de soberania americana.
No momento, o Exército dos EUA tem cerca de 18 mil soldado, em nove bases em Okinawa. A sua presença militar se reduzirá a 5 mil homens com a aplicação do novo acordo.
A lei prevê uma concessão durante 10 anos de subsídios às administrações locais afetadas pelo plano de deslocamento das tropas. Ela foi adotada devido à incapacidade do Governo japonês de aplicar um acordo de 1996 com os Estados Unidos para recolocar 11 complexos militares.
O Ministério da Defesa será encarregado de selecionar os municípios que receberão as compensações econômicas. Também vai julgar o grau de cooperação com o Executivo no processo de recolocação das bases americanas.
A aprovação da lei em abril foi cercada de polêmica. Embora apoiada pela coalizão governante, formada pelos partidos Liberal Democrático (PLD) e Novo Komeito, enfrentou rejeição da oposição.
Os EUA estabeleceram bases militares no Japão após a Segunda Guerra Mundial, fundamentais na sua estratégia de segurança na região da Ásia-Pacífico. Em Okinawa fica a quarta parte dos quase 45 mil soldados postados no arquipélago.