Agência EFE
LONDRES - Dois jornais britânicos publicam nesta terça-feira informações nas quais se responsabiliza o Irã por fornecer armas para serem usadas em ataques contra as tropas ocidentais no Afeganistão e no Iraque e pelo agravamento da violência nos dois países.
O jornal direitista 'Daily Telegraph' afirma, citando uma alta fonte do Exército britânico, que a Guarda Revolucionária iraniana está fornecendo centenas de armas, incluindo mísseis terra-ar, aos rebeldes talibãs que combatem as tropas do Reino Unido no Afeganistão.
Outras armas que entram de contrabando no Afeganistão são explosivos plásticos, minas antitanque, morteiros AK-47, granadas e metralhadoras.
Segundo o jornal, acredita-se que estas armas vêm diretamente do Irã ou por intermédio de traficantes.
Segundo o 'Daily Telegraph', a maioria das armas chega à província de Momruz e depois é transportada por burro ou caminhão até o vale de Sangin, onde o armamento é utilizado contra os britânicos.
O jornal 'The Guardian', próximo aos trabalhistas, cita um diplomata americano em Bagdá que culpa a Guarda Revolucionária iraniana de comandar muitos ataques contra britânicos e americanos em território iraquiano.
A fonte, não identificada, cita os ataques realizados recentemente contra o palácio de Basra e a Zona Verde de Bagdá e diz que, com eles, o regime de Teerã tenta 'minar a vontade' dos dois países aliados.
Segundo este informante, os chefes militares americanos se preparam para uma ofensiva no território iraquiano que seria lançada no meio do ano e estaria supostamente orquestrada pelos iranianos.
O alvo da ofensiva seriam membros da organização terrorista Al Qaeda, rebeldes sunitas e milicianos xiitas aliados de Teerã.
- Achamos que a Al Qaeda e o Irã tentarão reforçar sua guerra de propaganda e intensificarão a violência antes da apresentação (ao Congresso de Washington) do relatório' do general David Petraeus, comandante das Forças Armadas dos EUA no Iraque - afirma a fonte.
- Existe uma grande capacidade latente de violência no Iraque, principalmente com o apoio do Irã. São capazes de atuar onde quiserem - acrescenta o diplomata americano.