ASSINE
search button

EUA analisam pedido libanês de mais ajuda militar

Compartilhar

REUTERS

WASHINGTON - Os Estados Unidos disseram na terça-feira que estão avaliando um pedido urgente do Líbano por mais ajuda militar dos EUA para combater militantes islâmicos. Washington também alertou à Síria para não interferir nos assuntos de seu vizinho.

O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o governo do Líbano pediu as verbas adicionais nos últimos dias, diante da intensificação dos combates, mas não informou quantias nem quando haverá uma decisão.

- Neste momento estamos considerando um pedido para assistência adicional vindo do governo libanês. As forças armadas libanesas estão engajadas numa dura luta contra um grupo brutal de extremistas violentos - disse McCormack a jornalistas.

No último ano, os EUA deram cerca de 40 milhões de dólares em assistência militar ao Líbano, cujas forças se envolvem há três dias em violentos confrontos com militantes islâmicos em um campo de refugiados palestinos no norte do país.

Pelo menos 22 militantes, 32 soldados e 27 civis foram mortos desde domingo nos confrontos entre o Exército e a Fatah al-Islam, na pior onda de violência interna desde o fim da guerra civil libanesa (1975-90).

A Casa Branca disse que os militantes estão tentando impedir a ONU de criar um tribunal para julgar o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Al Hariri, em fevereiro de 2005, um crime em que muitos apontam o envolvimento de Damasco.

Mas a Casa Branca não chegou a vincular a atual onda de violência à Síria.

- Acreditamos que aqueles por trás dos ataques têm duas metas claras: prejudicar a segurança do Líbano e distrair a atenção internacional dos esforços para estabelecer o tribunal especial para o Líbano - disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow.

- Não vamos tolerar tentativas da Síria, de grupos terroristas ou de quaisquer outros para adiar ou descarrilar os esforços do Líbano para solidificar sua soberania, ou para buscar a justiça no caso Hariri. Vamos seguir adiante no Conselho de Segurança da ONU com esforços redobrados - afirmou Snow.

Ele disse desconhecer qualquer pedido específico para mais equipamentos ou armas, mas disse que o governo dos EUA já deu esse tipo de apoio ao governo libanês "quando necessário".

Como parte da sua estratégia para fortalecer os moderados na região, o governo Bush apóia firmemente o primeiro-ministro Fouad Siniora.

- O governo Siniora está lutando contra um inimigo extremista muito duro. Mas o Líbano está fazendo a coisa certa ao tentar proteger sua população, ao afirmar sua soberania, então apoiamos bastante o governo Siniora - disse a secretária de Estado Condoleezza Rice.