Agência EFE
PARIS - Said Arif, considerado um dos chefes das "redes chechenas' que enviavam combatentes islamitas ao Cáucaso e ao Afeganistão, foi condenado nesta terça-feira pelo Tribunal de Apelação de Paris a dez anos de prisão, a pena máxima por formação de quadrilha com fins terroristas.
O tribunal aumentou, assim, em um ano a sentença ditada contra Arif em primeira instância, em 14 de junho de 2006.
A Corte considerou Arif culpado de terrorismo, um argelino extraditado à França a partir da Síria em junho de 2004 e apresentado como membro importante da rede terrorista Al Qaeda, além de outros oito acusados julgados junto com ele.
Os nove tinham sido acusados de ter constituído na França uma rede de recrutamento de combatentes islamitas e preparado um atentado com armas químicas ou biológicas em 2002, em Paris.
Os outros oito réus foram condenados a penas de dois a sete anos de prisão, enquanto o tribunal retirou as acusações contra a esposa de um dos acusados.
Mais de dez pessoas condenadas em primeira instância não apelaram da sentença.
Todos eram acusados de ter planejado, no final de 2002, um atentado de natureza química ou biológica na França e que contemplou vários alvos, entre eles a Torre Eiffel, delegacias de Polícia e armazéns parisienses da firma Naf Naf, que consideravam 'judaica'.
- Se não tivéssemos agido e conseguido desmantelar essa rede (...), teríamos tido na França mais mortos que em Madri, em 11 de março de 2004 - disse em entrevista coletiva, em Paris, o instrutor Jean-Louis Bruguiere em agosto daquele ano, em referência aos atentados que deixaram 191 mortos na capital espanhola.