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WASHINGTON - Para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, aquele que o suceder nas eleições de 2008 terá de estar preparado para lutar contra o terrorismo. Bush afirmou também, que sua maior tristeza no cargo foram as mortes de soldados norte-americanos.
Bush está acompanhando a corrida, ainda aberta, para sua sucessão, mas evita tomar partido. Mas, no que diz respeito à segurança, o presidente deixou bem claro que seu sucessor vai enfrentar as mesmas dificuldades do panorama atual.
- Se alguém que diz que não vai combater a guerra ao terror for eleito, ele vai chegar aqui, no Salão Oval, e perceber que estamos numa guerra contra o terror. Vai perceber que há pessoas tramando e fazendo planos. Vai ver a complexidade de lidar com esse inimigo - disse ele.
Alguns democratas, entre eles o presidenciável John Edwards, da Carolina do Norte, já desqualificaram a "guerra contra o terrorismo", afirmando que ela não passa de propaganda.
Edwards disse recentemente à revista Time que a "guerra ao terror" foi usada para justificar a invasão do Iraque, a tortura e a violação das liberdades civis norte-americanas, e que qualquer crítica a ela é tratada como falta de patriotismo.
Segundo Bush, "a realidade do Salão Oval é diferente da realidade da campanha".
- Este é um mundo muito difícil, com um inimigo que está determinado a nos atingir. E um presidente que preste atenção nas informações de inteligência coletadas vai perceber que o principal trabalho do presidente nesta parte do século 21 é derrotar o inimigo, permanecendo na ofensiva e assim dando segurança à América - analisou Bush.
Bush previu uma longa batalha ideológica a ser enfrentada pelos próximos mandatários.
- Os presidentes vão ter de manter a pressão sobre a Al-Qaeda usando boas informações de inteligência... Ao mesmo tempo, os presidentes terão de promover uma ideologia alternativa à abraçada por esses extremistas e radicais, e essa ideologia baseia-se na liberdade - explicou o presidente americano.
Durante a entrevista, feita na segunda-feira na sala de conferências do avião presidencial Air Force One, Bush fez uma reflexão de seu governo até agora, faltando menos de 20 meses para sua saída.
O que mais o atormenta são as mortes norte-americanas na guerra.
- Minha maior tristeza até agora é a perda de vidas, as baixas norte-americanas. É muito difícil para um presidente mandar as tropas na direção do perigo e saber que soldados morreram em consequência de sua decisão - lamentou Bush.
Seus primeiros meses de mandato, em 2001, foram dominados principalmente por questões domésticas. Os ataques de 11 de setembro daquele ano alteraram sua presidência de forma irreversível.
- A lição que se aprende com a presidência é que demora muito quando você está fazendo coisas importantes, demora um pouco para a história conseguir analisar plenamente seu mandato. Não existe uma história precisa de um presidente no curto prazo - afirmou Bush.
Qual será seu legado?
- Qualquer que seja, não vou estar aqui para ver. Espero que seja que George Bush lutou na guerra, estabeleceu uma estratégia para os Estados Unidos e seus aliados derrotarem definitivamente esses ideólogos, reconheceu a natureza do inimigo - disse ele.