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Bomba em shopping center mata 5 e fere 60 na Turquia

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REUTERS

ANCARA - Um bomba explodiu num shopping center na capital da Turquia, Ancara, matando quatro turcos, um paquistanês e ferindo mais de 60 pessoas nesta terça-feira, afirmou o primeiro-ministro Tayyip Erdogan.

- Nós vimos um ataque terrorista cruel e implacável na hora mais movimentada de Ancara - disse um visivelmente abalado Erdogan a repórteres.

Ele disse que medidas serão tomadas após essa explosão, que acontece antes das eleições parlamentares.

Vitrines de lojas ficaram destruídas, escombros encontravam-se espalhados pela rua e a polícia isolou a área, enquanto equipes de resgate carregavam pessoas feridas, muitas cobertas de sangue, para ambulâncias a fim de serem levadas para hospitais próximos.

- Esta é a cena mais horrorosa que eu já vi. Ela me traz grande aflição - disse o prefeito de Ancara, Melih Gokcek.

Autoridades policiais na área afirmaram que explosivos A-4 podem ter causado a explosão.

Um fonte da segurança, que não quis ser identificada, disse que os supostos explosivos utilizados na explosão de Ancara são similares àqueles usados pelo ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que está travando um luta armada contra o governo turco por maiores direitos para os curdos.

A polícia prendeu sete pessoas em conexão com o atentado, disse a rede turca NTV.

Acredita-se que a explosão seja uma das piores na capital nos últimos anos e acontece em meio a uma elevada tensão política no país.

O partido governista AK, do primeiro-ministro Tayyip Erdogan, postergou uma eleição nacional para resolver o conflito com a elite secularista sobre a recente eleição presidencial.

Autoridades, incluindo o Exército, juizes e partidos oposicionistas, arruinaram o plano do governo de eleger o ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, como presidente, temendo que ele enfraquecesse a separação oficial entre religião e Estado.

O PKK luta por uma pátria étnica numa campanha de ataques a bomba, sequestros e troca de tiros desde 1984 e Ancara culpa a organização por mais de 30 mil mortes.

Separatistas curdos, militantes de esquerda e islâmicos linha-dura já lançaram ataques a bomba na Turquia no passado.