Agência EFE
WASHINGTON - O Senado americano aprovou nesta terça-feira o início do debate de um projeto de lei sobre a reforma migratória, depois que os democratas conseguiram obter os votos necessários para o processo.
Com 69 votos a favor e 23 contra, os senadores aprovaram uma moção de procedimento, que permite o início do debate esta noite, e a apresentação de emendas.
A proposta precisava do apoio de pelo menos 60 senadores e, no início do dia, a oposição democrata corria o risco de não conseguir os votos necessários para iniciar o debate.
O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, reconheceu a dificuldade do assunto, e disse que 'tentar terminar o projeto esta semana' levaria a resultados contrários aos esperados.
Os democratas queriam submeter o plano de reforma à votação final antes do recesso legislativo da próxima semana.
Como concessão à bancada republicana do Senado, Reid aceitou continuar o debate após o recesso, para dar oportunidade a quem quiser apresentar emendas para modificar o projeto.
O senador republicano Jon Kyl, um dos que negociaram o acordo durante três meses, disse no plenário do Senado que 'esta noite terminarão as mudanças técnicas no projeto de lei'.
Kyl enfatizou que, ao contrário dos esforços realizados em outros anos, o projeto de reforma inclui medidas para 'restabelecer o império da lei', e garantir o fortalecimento da segurança fronteiriça, com sanções a empresas que contratem imigrantes sem documentos.
Entre as emendas que serão debatidas nos próximos dias está uma do senador republicano Jeff Bingaman, que reduziria à metade os 400 mil vistos que seriam concedidos num plano de trabalhadores temporários.
Antes da votação de hoje, os senadores expressaram seu descontentamento com o plano de reforma migratória estipulado na quinta-feira, que recebeu críticas de diversos setores do país.