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Nicanor Duarte diz que Paraguai pode ser Kuwait dos biocombustíveis

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Agência EFE

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, disse nesta segunda-feira que seu país poderia se tornar o Kuwait dos biocombustíveis, após assinar acordos com Lula para potenciar a produção dos carburantes alternativos.

- Se o Brasil pode se transformar nos Emirados Árabes dos biocombustíveis no século XXI, por que o Paraguai não poderia ser o Kuwait? - questionou Duarte em discurso na abertura oficial do "Seminário de Biocombustíveis Paraguai-Brasil', que esta semana reúne em Assunção empresários e especialistas do setor dos dois países.

Duarte compareceu ao encontro com Lula, que concluiu hoje uma visita oficial de 24 horas ao Paraguai após a assinatura de uma série de acordos bilaterais, como um 'memorando de entendimento' para estimular a produção dos combustíveis alternativos.

- O Paraguai tem condições perfeitas para o investimento. Primeiro no campo da produção do etanol e do biodiesel, temos terras, grande mão-de-obra, grandes espaços para a prospecção, a imaginação e o talento dos empresários - declarou Duarte.

Ele acrescentou que seu país 'provavelmente' conta com o regime de impostos 'mais atraente para o investimento de capital' e que seu Governo conseguiu reduzir o imposto da renda das empresas de 30% para 10%.

Fazendo coro com seu colega, Lula afirmou que o 'Paraguai tem todas as vantagens competitivas' para ser um 'gigante produtor' dos biocombustíveis.

O presidente brasileiro disse que com o acordo bilateral os dois países vão estimular a instalação de indústrias, o comércio e o uso de biocombustíveis no Paraguai e 'trabalhar juntos para explorar os mercados emergentes'.

Ele também afirmou que os dois Governos pretendem colocar o Paraguai e o Brasil na vanguarda da revolução energética.

Entre muitos assuntos, os empresários brasileiros e paraguaios debaterão até a próxima sexta 'as políticas de Estado para a promoção e o desenvolvimento dos biocombustíveis, a integração produtiva bilateral e regional' e o 'aumento da capacidade produtiva agrícola e industrial', de acordo com o ministro da Indústria e Comércio paraguaio, José María Ibáñez.