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Lula é pressionado a mudar acordo de Itaipu

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REUTERS

ASSUNÇÃO - A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Paraguai nesta segunda-feira foi marcada por críticas locais à negativa brasileira de reformular o acordo de criação da hidrelétrica de Itaipu, compartilhada pelos dois países. Pelo acerto, o Paraguai deve vender ao Brasil a energia que não consome, o que representa 93% da metade produzida pela usina, a um preço menor do que o de mercado. O principal jornal do país, ABC Color, também defendeu a mudança no acordo.

O presidente paraguaio, Nicanor Duarte, disse a seu colega brasileiro que "deve-se buscar um grande consenso político para começar a revisar os termos" do pacto assinado em 1973.

Lula respondeu que "não existe tema proibido (para discutir) dentro do tratado" e propôs, em troca, contribuir com investimentos ao crescimento da economia paraguaia para que o país possa utilizar mais energia produzida por Itaipu.

Parte dos investimentos estaria no setor de biocombustíveis, tema que dominou a agenda de Lula em Assunção.

- Saio do Paraguai otimista porque o potencial do Paraguai na indústria do etanol e do biodiesel é extraordinário - disse Lula.

Duarte assegurou que "se o Brasil vai ser a Arábia Saudita dos biocombustíveis, o Paraguai será o Kuwait".