Agência EFE
JERUSALÉM - O Governo israelense têm sob seu ponto de mira aos líderes políticos do movimento islâmico palestino Hamas, entre eles Khaled Meshaal, como parte dos esforços para conter a ofensiva de foguetes contra o sul de Israel, realizada por milicianos desse movimento e da Jihad Islâmica.
- Eu não faço diferença entre os que realizam os ataques (com foguetes) e os que dão as ordens, disse o ministro de Infra-estruturas Nacionais israelense, Binyamin Ben-Eliezer.
- É preciso colocar todos no ponto de mira, acrescentou Ben-Eliezer em declarações à rádio pública.
O ministro de Segurança Interna, Avi Dichter, ex-chefe do Serviço Geral de Segurança (Shabak), disse que o líder do escritório política do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, não deve ser 'imune', e que está convencido de que 'dirão adeus na primeira oportunidade que tiverem'.
- Já nos despedimos dele uma vez, e conhece perfeitamente o procedimento. Meshaal não é invencível, nem em Damasco nem em nenhum outro lugar, ele sabe disso, acrescentou.
Meshaal foi alvo de um atentado do Mossad israelense em Amã em 1997, mas conseguiu se salvar porque os agentes que injetaram nele um veneno desconhecido foram detidos pela Jordânia.
Em troca de deixá-los em liberdade, o então rei Hussein pôs uma série de condições que incluíam a entrega do antídoto, o que Israel aceitou.
No entanto, Dichter disse que, antes de entrar em uma operação desse alcance, o Governo israelense estudará todos os fatores e possíveis conseqüências.
O escritório do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ratificou, em resposta a estas declarações, que 'a decisão é chegar a qualquer um que esteja envolvido no lançamento de foguetes, sem distinguir entre círculos militares ou políticos'.
O Governo israelense decidiu no domingo retomar a política de assassinatos seletivos de líderes palestinos, mas, a princípio, aplicável apenas aos dos braços armados.