Agência EFE
HAVANA - O líder cubano Fidel Castro alfinetou nesta segunda-feira o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e criticou o moderno submarino que a Grã-Bretanha acaba de construir, em um novo artigo no qual continua sem fazer nenhuma menção a seu estado de saúde nem à situação política de Cuba.
O submarino inglês é o título da nona reflexão de Castro, afastado do poder há dez meses por uma doença mantida sob segredo de Estado.
Desta vez, o líder comunista, que em agosto completará 81 anos, faz referência a um submarino tipo Astute fabricado na Grã-Bretanha e equipado com um sofisticado armamento avaliado em US$ 7,5 bilhões.
- Bela proeza britânica! O povo deste país, inteligente e tenaz, não sentirá seguramente orgulho nenhum - afirma Castro, que calcula que com o orçamento destinado à construção do submarino poderiam ser formados 75.000 médicos.
- É necessário que fiquemos comovidos diante das notícias sobre o submarino inglês. Nos apresentam, entre outras coisas, as sofisticadas armas com que pretendem manter a ordem insustentável desenvolvida pelo sistema imperial dos Estados Unidos - acrescenta.
- Churchill (Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido 1949-1945) disse: Afundai o Bismarck! Hoje Blair diz: Afundai o que fica do prestígio da Grã-Bretanha! - alfineta.
- Para isto, ou para o Holocausto da espécie, é para o que serviria seu maravilhoso submarino - conclui o artigo de Castro que, como em algumas ocasiões anteriores, evita dar sinais sobre seu estado de saúde.
O líder cubano também não se refere à situação do país ou aos assuntos da política interna de Cuba, sob a Presidência provisória do ministro das Forças Armadas, Raúl Castro, desde 31 de julho de 2006.