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Bachelet anuncia investimentos milionários na área social

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Agência EFE

SANTIAGO - A presidente chilena, Michelle Bachelet, anunciou um investimento milionário em educação, saúde, habitação e previdência, que será financiado com base nos altos preços do cobre. A mensagem de Bachelet, por ocasião do segundo relatório sobre a situação do país, é enviada em meio a uma forte crise política - conseqüência, principalmente, do mau funcionamento do Transantiago, o novo sistema de transportes da capital.

A crise causou uma queda na popularidade da chefe de Estado e foi o primeiro tema abordado por ela, que reconheceu que houve problemas e se comprometeu a solucioná-los.

- Os moradores de Santiago verão como, passo a passo, a reforma do transporte público dará seus frutos - disse Bachelet. Ela pediu ao Parlamento que aprove o projeto de lei que solicita a liberação de cerca de US$ 290 milhões para colocar o sistema em funcionamento.

A presidente chilena sintetizou, em um discurso de quase duas horas no plenário do Congresso, em Valparaíso, as conquistas de seu governo. Fez importantes anúncios de caráter econômico e social, e incentivou o fortalecimento de uma democracia 'transparente, inclusiva e participativa'.

Em uma de suas declarações mais importantes, Bachelet informou a decisão de reduzir o superávit estrutural de 1% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A medida foi reivindicada por vários setores, devido ao fortalecimento da economia chilena, que, segundo cálculos, deve crescer entre 5,5% e 6% este ano.

A regra que obrigava o Estado a manter um superávit estrutural de 1% do PIB foi instaurada durante a gestão do ex-presidente Ricardo Lagos (2000-2006). A norma estabelecia a economia em períodos de crescimento econômico para gastar em futuros períodos de recessão. No entanto, a alta dos preços do cobre, principal produto chileno de exportação, permitiu modificar a regra.

- Isso pode ser feito devido à austeridade do Governo no passado - disse a presidente, referindo-se à medida que permitirá financiar grande parte dos programas sociais que anunciou. A partir de 2008, serão destinados US$ 650 milhões adicionais para a educação, e disse que a subvenção geral do Estado às escolas municipais terá aumento de 15%, declarou Bachelet.