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Uganda diz que enviará mais tropas a Somália, caso a UA solicite

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Agência EFE

CAMPALA - Uganda está preparada para enviar mais tropas à Somália, caso a União Africana (UA) assim solicite, confirmou hoje a ministra da Defesa ugandense, Ruth Nankabirwa.

A ministra aproveitou a ocasião para lembrar outros países africanos de suas promessas de ceder soldados à Missão Africana de paz na Somália (Amisom, na sigla em inglês).

- Continuaremos fazendo pressão sobre os Estados-membros da UA que se comprometeram a enviar tropas e até agora não cumpriram suas promessas, disse Ruth.

Ela compareceu à entrevista coletiva acompanhada do chefe do serviço de Inteligência Militar ugandense, coronel Leo Kyanda.

A ministra da Defesa explicou que a UA e a ONU concordaram que as forças etíopes atualmente posicionadas na Somália não abandonarão o país até que cheguem as tropas prometidas à Amisom por Burundi, Gana, Malauí e Nigéria. As forças etíopes servem de apoio ao Governo de transição somali.

Durante os primeiros três meses, do total de seis que deve durar a missão da UA, o contingente militar ugandense esteve sozinho na Somália.

Ruth Nankabirwa confirmou, ainda, que a UA entregou à Uganda, na sexta-feira, US$ 1,8 milhão, para os subsídios destinados aos soldados ugandenses na Somália. Esses não tinham recebido suas remunerações no primeiro trimestre de posicionamento.

Por outro lado, um renomado catedrático em Ciências Políticas, Ali Mazrui, disse sábado, que a intervenção militar na Somália 'foi um grande erro, que deve ser remediado'.

- A intervenção etíope na Somália foi um grande erro e não é a maneira (conveniente) de atuar. Tem que haver uma solução a curto prazo para pôr fim à guerra e ao sofrimento (...), para unir o povo da Somália, disse Mazrui, durante a 82ª Conferência de distritos do Rotary International. O evento foi realizado na cidade ugandense de Munyonyo.

Também no sábado, os quatro soldados ugandenses mortos no dia 16, com a explosão de uma bomba em Mogadíscio.

Contradizendo afirmações iniciais do porta-voz militar ugandense na Somália, capitão Paddy Ankuda, o coronel Leo Kyanda descartou que a Al Qaeda esteja ligada ao ataque contra o comboio ugandense, que patrulhava as ruas da capital somali.

No final de abril, terminaram os combates entre as tropas etíopes aliadas ao Governo de transição somali e os milicianos da antiga União das Cortes Islâmicas (UCI). Apesar de Mogadíscio se manter em relativa calma desde então, ainda são registrados alguns atentados a bombas contra edifícios e veículos do Governo.

A explosão de uma bomba matou neste domingo dois civis e deixou dois feridos.

O novo atentado aconteceu três dias depois que dois homens lançaram uma granada contra o comboio em que viajava o primeiro-ministro somali, Ali Muhammad Ghedi. O ataque falhou porque a granada não explodiu.