Agência EFE
EGITO - Quatorze dirigentes do proscrito grupo dos Irmãos Muçulmanos foram detidos pelas forças de segurança egípcias na província de Sharqiya, ao nordeste do Cairo, informou neste domingo a agência oficial de notícias Mena.
A agência egípcia, que cita fontes de segurança do Ministério do Interior, indicou que as detenções aconteceram na casa do líder do grupo, identificado como Hussam Mohammed Abdel Salam, após receber informações sobre uma "reunião organizativa" mantida por alguns de seus dirigentes.
As forças de segurança apreenderam ainda vários documentos do grupo, enquanto a Procuradoria realiza uma investigação sobre os detidos.
As detenções de membros ou simpatizantes dos Irmãos Muçulmanos - em virtude da Lei de Emergência vigente desde 1981 - normalmente acontecem sob a acusação de pertencer a um grupo proscrito e de incentivar os pensamentos do grupo islâmico.
A pressão do regime egípcio contra os Irmãos Muçulmanos aumentou em dezembro do ano passado, depois de um grupo de universitários desse movimento realizar uma demonstração de artes marciais no campus da Universidade de Al-Azhar, quando se vestiram como milicianos do movimento islamita palestino Hamas.
Criado em 1928 e ilegalizado em 1954, os Irmãos Muçulmanos, que apresentam às eleições seus candidatos como candidatos independentes, têm 88 das 454 cadeiras do Parlamento egípcio.