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Políticos presos por ligações com paramilitares podem ser soltos

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Agência EFE

BOGOTÁ - O procurador-geral colombiano, Mario Iguarán, advertiu que os políticos detidos por supostas ligações com o grupo paramilitar de direita Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) podem ficar livres devido a questões processuais.

Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal 'El Tiempo', de Bogotá, Iguarán disse que, no dia 30 de junho, expira o prazo legal dado pela Justiça.

- Se o Congresso não aprovar essa lei, corremos graves riscos para investigar como é devido, disse o promotor.

A proposta legislativa está sendo estudada por comissões do Senado e da Câmara de Representantes, mas tem que passar pela aprovação das sessões plenárias.

Os vínculos de políticos regionais, funcionários e congressistas com as AUC geraram, no final do ano passado, um escândalo conhecido como 'parapolítica'. Até agora, já foi ordenada a prisão de cerca de 20 parlamentares, de dois governadores e de quase 20 ex-funcionários, por realizar acordos com paramilitares.

As AUC reuniram as cooperativas de defesa camponesas criadas há mais de 20 anos para combater as guerrilhas esquerdistas. Elas promoveram conversas de paz com o Governo entre 2003 e 2006, e, em virtude desse processo, mais de 31 mil combatentes foram desmobilizados.

Entre a segunda e a quarta-feira, o ex-chefe das AUC, Salvatore Mancuso, detido desde o ano passado, denunciou inúmeros políticos e empresas a um promotor, por supostas reuniões com grupos paramilitares e pagamentos a seus membros.

Iguarán afirmou que, além de processos por vínculos de políticos e autoridades regionais com paramilitares, seu escritório também cuida de 'vários casos de conivência de funcionários públicos' com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ele explicou que estão sendo averigüados casos de desvio de recursos estatais para facções rebeldes nos departamentos do Tolima, no centro do país, e Atlântico, no norte.