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Lula chega em Assunção para primeira visita oficial ao Paraguai

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Agência EFE

ASSUNÇÃO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou neste domingo a Assunção para sua primeira visita oficial ao Paraguai, durante a qual se reunirá com o presidente Nicanor Duarte para repassar uma extensa agenda bilateral.

O presidente, acompanhado por vários ministros e um grupo de empresários, chegou às 16h45 (17h45 de Brasília) ao aeroporto internacional Silvio Pettirossi.

Em seu primeiro compromisso, Lula participará hoje com Duarte de uma reunião com empresários dos dois países em um hotel da capital paraguaia, e depois jantará na residência presidencial de Mburuvicha Roga, também em Assunção.

Nesta segunda-feira, os chefes de Estado voltarão a se reunir no Palácio de López, sede do Governo, para repassar as relações bilaterais e referendar vários acordos de entendimento vinculados ao comércio bilateral, luta conjunta contra a febre aftosa e construção de uma segunda ponte sobre o Rio Paraná, que une Ciudad del Leste e Foz do Iguaçu.

Depois, participarão da abertura de um seminário internacional sobre combustíveis alternativos, e vão seguir para a represa de Itaipu - 330 quilômetros de Assunção -, para a inauguração oficial de duas novas turbinas da hidroelétrica.

Fontes oficiais paraguaias informaram que, durante a visita de Lula, serão assinados 'oito acordos diplomáticos e nove complementares de cooperação'.

A visita de Lula ocorre em meio a expectativas em torno das reivindicações paraguaias sobre o aproveitamento conjunto de Itaipu.

O acordo de construção da hidroelétrica, que dividiu em partes iguais a produção de energia, não prevê a venda a terceiros. Segundo o contrato, o excedente de um País deve ser aproveitado pelo outro, a custo de produção.

Por isso, o Paraguai cede a maior parte da energia que lhe pertence ao Brasil, a um custo muito abaixo dos preços de mercado.

Além disso, muitos no Paraguai insistem em renegociar o tratado que deu origem à central, para anular parte da dívida de cerca de US$ 19 bilhões, em grande parte contraída com a Eletrobrás, assim como reduzir pela metade a taxa de juros aplicada a partir de 1997.

No entanto, Lula antecipou, em declarações realizadas na sexta-feira, em Brasília, que será 'muito complicado' renegociar o tratado. Na semana passada, o presidente havia afirmado que a ruptura dos contratos internacionais representava 'uma ameaça às relações entre os países sul-americanos'.