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Jihad Islâmica diz que mulheres se suicidarão se Israel invadir Gaza

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Agência EFE

GAZA - A Jihad Islâmica advertiu neste domingo que dispõe de dezenas de mulheres "ansiosas" por se suicidar diante de soldados de Israel, se este país invadir a Faixa de Gaza.

O aviso foi feito por um dirigente deste movimento em vídeo que mostra várias mulheres com armas de diferentes calibres, de fuzis até lança-granadas, e que foi divulgado na edição digital do jornal israelense "Yedioth Ahronoth".

Uma das mulheres afirma na gravação que está com inveja dos suicidas que "receberam a ajuda de Alá para completar com sucesso suas missões" e cujos passos espera seguir.

Este grupo de mulheres dispostas ao "martírio" é só uma das "surpresas" que a Jihad Islâmica reserva a Israel se invadir a Faixa de Gaza, junto com atentados no interior do país e o lançamento de séries de foguetes, disse um dirigente do grupo ao jornal.

- Dissemos e repetimos: uma invasão da Faixa de Gaza não será um passeio pelo parque, ameaçou.

O vídeo presta homenagem a Hanadi Jaradat, advogada de 29 anos natural da localidade cisjordaniana de Jenin que matou 21 israelenses ao se suicidar, em 2003, em um restaurante de Haifa, norte de Israel.

A Jihad Islâmica, movimento com pouco apoio popular, não aderiu à trégua estipulada na Faixa de Gaza em novembro passado, e é o único grupo que cometeu atentados em Israel desde março de 2005.