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Israel ameaça ação militar mais forte em Gaza

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REUTERS

ISRAEL - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, ameaçou neste domingo intensificar a ação militar israelense na Faixa de Gaza caso o Hamas não pare de disparar mísseis contra o sul do país.

- Se as medidas que estamos tomando, na esfera política e militar, não trouxerem a calma desejada, seremos forçados a intensificar nossa resposta, disse Olmert ao seu gabinete.

Israel matou três supostos militantes do Hamas em um ataque aéreo em Gaza, aumentando a pressão para o grupo palestino deixar de disparar os foguetes. Mas fontes políticas israelenses disseram ser improvável uma grande operação terrestre.

Na Faixa de Gaza, a última trégua mediada pelo Egito parece estar sendo mantida, depois de mais de uma semana de duros conflitos internos entre os islamistas do Hamas e a facção secular Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.

Pelo menos 49 palestinos morreram até agora nas batalhas, que são as piores de Gaza desde que Fatah e Hamas formaram um governo de união, em março.

O Hamas acusou Israel de ter atacado o grupo para ajudar o Fatah.

A campanha de bombardeios de Israel contra o Hamas matou pelo menos 21 palestinos e, segundo moradores, 5 deles são civis. Olmert disse que os militantes dispararam mais de 120 foguetes de Gaza desde quarta-feira.

Olmert disse que dezenas de militantes do Hamas foram mortos nos ataques aéreos de Israel nos últimos dias.

- Gente do Hamas está pagando, e pagará, um preço pessoal muito pesado por estes ataques contra os moradores de Sderot e comunidades próximas, disse.

Não houve resposta imediata do Hamas às declarações de Olmert, mas horas depois, um foguete Qassam atingiu o centro de Sderot, disseram moradores. Não há registro de vítimas.

Os alvos de foguetes deixaram feridos, mas não mortos, em Sderot e seus arredores, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse em reunião do gabinete de segurança sobre as próximas medidas militares do país que os confrontos com o Hamas "podem continuar por algum tempo."

Israel movimentou um número não revelado de tanques, veículos armados e forças terrestres em áreas dentro da fronteira de Gaza, elevando temores entre palestinos de uma ofensiva maior no território de onde foram retirados soldados e colonos israelenses em 2005.