Agência EFE
IRAQUE - O vice-presidente do Iraque, Tareq al-Hashemi, disse neste domingo que o Iraque se transformou no campo de batalha de outros países para resolver suas diferenças, e pediu o fim da violência.
Hashemi disse que "os países que interferem nos assuntos internos do Iraque devem estar conscientes de que o que acontece no Iraque afetará cedo ou tarde a segurança de toda a região".
O vice-presidente iraquiano fez estas declarações em entrevista coletiva oferecida no Fórum Econômico Mundial, do qual participam os países de renda média do G11, realizado estes dias em Suha, localidade jordaniana junto ao Mar Morto.
O político sunita aludia com estas palavras ao suposto apoio que o Irã está oferecendo ao Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e às milícias xiitas, que - segundo a comunidade sunita e os Estados Unidos - são as responsáveis pela violência sectária que assola o país.
- Os países vizinhos devem incentivar os iraquianos a sentar-se à mesa de negociações e dialogar sobre as questões iraquianas, incluindo o processo nacional, acrescentou o vice-presidente.
Além disso, considerou que devem ser tomadas "decisões difíceis" para retificar e melhorar o funcionamento das instituições do Governo, especialmente o das Forças Armadas, e também para dissolver as milícias armadas.
Hashemi afirmou que está pensando em sair do Governo de Maliki, e disse que "não se trata de um final, mas de uma tentativa política de enviar uma mensagem a nossos colegas de Governo e do processo político".