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Basescu volta a ocupar presidência da Romênia, com apoio popular

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Agência EFE

BUCARESTE - Os romenos decidiram hoje trazer o presidente Traian Basescu de volta ao cargo, após 30 dias de suspensão, determinados pelo Parlamento por supostas violações da Constituição.

Assim indicam as estimativas de voto do instituto Metro Media Transilvania, que mostram um apoio de 75% para Basescu, e do instituto Curs, com 78,1% de respaldo para o presidente.

O Escritório Eleitoral Central ainda não divulgou dados totais de participação, embora a estimativa é de que tenha sido inferior a 50% do eleitorado, dado que, três horas antes do fechamento dos colégios, somava 28,95%.

- Estamos perante a realidade do voto do povo romeno - disse Traian Basescu, acrescentando que a política só pode ser avaliada pela capacidade para gerar confiança e unir os romenos em torno de objetivos comuns.

Basescu disse após o plebiscito que os romenos deram respaldo a seus projetos para reformar a classe política e reforçar a independência da Justiça no combate à corrupção.

Basescu estima ter recebido um milhão de votos a mais do que obteve nas eleições de dezembro de 2004, quando venceu o candidato social-democrata Adrian Nastase com 51,23%.

O principal adversário do presidente, o líder do opositor Partido Social Democrata (PSD), Mircea Geoana, afirmou que a suspensão feita pelo Parlamento foi legítima.

Geoana também minimizou a vitória de Basescu, considerando o baixo comparecimento às urnas, embora tenha mostrado disponibilidade para o diálogo.

- Respeito a decisão, e quero trabalhar em benefício dos romenos - disse o primeiro-ministro e líder liberal Calin Popescu-Tariceanu, acrescentando que todas as instituições devem se concentrar nas necessidades da população.

Em 19 de abril, por iniciativa do PSD e do ultranacionalista Partido Romênia Grande, Basescu foi suspenso do Governo com o voto de cinco partidos do Parlamento, entre eles o dos seus ex-aliados liberais.

O presidente recebeu 19 acusações de suposta violação da Constituição, embora todas tenham sido consideradas pelo Tribunal Constitucional como 'não válidas' para suspender o presidente.