Jerusalém- Um palestino de Gaza que tinha permissão de entrada em Israel porque trabalhava na ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi acusado hoje por um tribunal de Jerusalém de participar de um complô para assassinar o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.
Segundo a acusação, Masseb Bashir, de 25 anos, residente em Dir el-Balah, na Faixa de Gaza, supostamente reuniu informações, entrou em contato com agentes estrangeiros e conspirou para cometer um crime, segundo a imprensa israelenses.
O suspeito, detido em 19 de abril, supostamente confessou que foi recrutado por militantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) em Dir el-Balah, que o enviaram a Israel para que reunisse informação sobre as medidas de segurança na residência de Olmert na cidade santa.
Segundo a imprensa israelense, o acusado confessou que o plano, que estava em fase de planejamento, era uma vingança pela morte de civis palestinos em operações militares israelenses.
Após visitar as imediações da residência do primeiro-ministro, Bashir informou a seus contatos da FPLP que as rígidas medidas de segurança tornavam impossível o assassinato.
Posteriormente, este grupo planejou assassinar um israelense que trabalhava em escavações arqueológicas em Jerusalém Oriental, um plano para o qual Bashir supostamente foi treinado para saber atirar e nas artes marciais.
EFE