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Médicos indianos são suspensos por causa de abortos seletivos

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Agência EFE

NOVA DÉLHI - O Conselho Médico do Rajastão, no oeste da Índia, suspendeu a licença de 25 ginecologistas e três radiologistas acusados de promover e praticar abortos de fetos femininos.

A decisão foi tomada depois de um programa com câmera oculta, realizado no ano passado por uma emissora de TV privada, revelar a participação dos médicos na prática de abortos ilegais.

O programa mostrou o aumento dos casos nas regiões de Rajastão, Gujarat, Madhya e Uttar, no oeste e centro do país. Vários médicos apareceram convencendo e encorajando as pessoas a optar pelo aborto de fetos femininos.

Após estudar o caso nos últimos meses, o Conselho Médico de Rajastão decidiu esta semana proibir 25 médicos, 17 deles empregados em hospitais privados, e três radiologistas, também trabalhadores em centros privados, de exercer a profissão. Eles são acusados de ajudar a determinar o sexo dos fetos.

A suspensão estará em vigor até o fim das investigações, segundo um membro do Conselho Médico citado pelo periódico.

Os abortos seletivos e assassinatos causam a cada ano o desaparecimento de 2,5 milhões de meninas na Índia, segundo o Unicef.

No país, o filho homem perpetua a linhagem, herda a propriedade e cuida de seus pais na velhice. No caso das mulheres, os pais devem pagar um dote à família do namorado no casamento.

Segundo o último censo nacional, de 2001, o Rajastão tem 922 mulheres para cada mil homens. A média nacional é de 933 por mil.