Agência JB
PARIS - O novo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que defendeu hoje a mudança, a ruptura, a união dos franceses e a independência, fez uma campanha focada na revalorização do trabalho, no patriotismo e na identidade nacional. Seus principais propostas foram as seguintes:
- Permitir aos que querem 'ganhar mais que trabalhem mais' e, para isso, promete diminuir os impostos que incidem sobre as horas-extras (corte que pode chegar até 25%) para as empresas e no imposto da renda para o contribuinte.
- Reduzir em quatro pontos percentuais os impostos sociais obrigatórios em um período de dez anos para equipará-los à média européia.
- Deduzir do imposto de renda os juros dos créditos imobiliários para favorecer a compra de imóveis.
- Suprimir os direitos de doação e de herança, exceto para os mais ricos.
- Garantir que os demitidos por motivos de cortes econômicos recebam 90% de seu salário até encontrarem um novo emprego, mas, em contrapartida, não será permitido que um desempregado rejeite mais de duas ofertas de trabalho que se ajustem a seu perfil.
- Criar um contrato de trabalho único que seja 'mais flexível para as empresas e mais seguro para os trabalhadores, já que terá duração indeterminada para todos'.
- Instituir a liberdade de candidatura no primeiro turno das eleições sindicais.
- Criar rapidamente por lei serviços mínimos nos transportes em caso de greve e tornar obrigatória uma consulta secreta aos trabalhadores após oito dias de greve em uma empresa.
- Estabelecer ajudas às famílias desde a chegada do primeiro filho.
- Endurecer as penas para os criminosos reincidentes.
- Criar um Ministério da Imigração e da Identidade Nacional e aplicar uma lei adotada pelo Parlamento em junho de 2006 que endurece as condições de reagrupamento familiar dos imigrantes.
- Criar um 'contrato de união cívica' para os casais homossexuais, sem conceder a eles, no entanto, o direito à adoção.
- Submeter as altas nomeações do Estado a aprovação por maioria qualificada das comissões competentes do Parlamento.
- Permitir que o presidente da República discorra sobre seus atos perante o Parlamento.
- Limitar os mandatos do chefe de Estado a dois consecutivos.