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Centenas de pessoas deixam Sderot devido aos mísseis lançados de Gaza

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Agência EFE

JERUSALÉM - Centenas de habitantes da cidade israelense de Sderot, muito próxima à Faixa de Gaza, começaram a deixá-la devido aos foguetes de fabricação caseira lançados do território palestino contra ela, informaram fontes municipais e policiais.

Ao todo, milicianos palestinos lançaram 28 foguetes contra Sderot desde a noite da terça-feira.

Muitos buscaram refúgio no kibutz (fazenda coletiva) Zova, vizinho a Jerusalém, depois de trinta pessoas ficarem feridas - na maioria levemente - devido à queda dos foguetes. Entre os feridos há uma mulher e seus três filhos em cuja casa caiu um foguete.

As aulas foram suspensas nesta quarta-feira em Sderot e em mais de trinta localidades rurais do sul de Israel que podem ser atingidos pelos mísseis.

Um dos oito foguetes artesanais Qassam lançados contra o sul de Israel caiu no telhado de um vizinho do ministro da Defesa do país, o trabalhista Amir Peretz, que mora em Sderot. Peretz, que não estava em casa na hora, acusou o movimento islamita Hamas de 'tentar ocultar' com este ataque 'os atos assassinos de seus homens contra militantes do Fatah' na Faixa de Gaza, mergulhada há quatro dias em uma espiral de violência.

O ministro classificou a ofensiva de 'intolerável', e garantiu que ela 'terá uma resposta'.

- Israel não tem intenção de intervir nos choques internos na faixa, mas não vamos tolerar que estes enfrentamentos afetem a segurança dos residentes em Israel - disse Peretz, que há três dias descartara uma operação em grande escala na Faixa de Gaza, 'a não ser que não reste absolutamente nenhuma outra opção'.

Peretz e o primeiro-ministro, Ehud Olmert, se reúnem hoje com representantes militares para analisar a situação.

O ministro de Assuntos Estratégicos, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, pediu hoje que o Governo invada a Faixa de Gaza para pôr fim à 'roleta' na qual se encontram os 25.000 habitantes de Sderot.

O líder da oposição, o direitista Benjamin Netanyahu, também pediu uma resposta contundente.

- Nenhum país no mundo permitiria que sua população fosse atacada sem reagir - disse o chefe do partido Likud.