Agência EFE
CHINA - As forças da ordem pública chinesas estão pressionando a família do advogado chinês Guo Feixiong para que ele se confesse culpado da acusação de empreender negócios ilegais, denunciou nesta quarta-feira a organização Human Rights in China (HRIC).
Guo, um ativista de defesa dos direitos humanos, foi detido em setembro de 2006, por causa da publicação de um livro sobre um escândalo de corrupção política em Shenyang, capital da província de Liaoning.
- Funcionários do Escritório de Segurança Pública visitaram a mulher de Guo, Zhang Qing, e ofereceram a ela a oportunidade de visitar o marido no centro de detenção com a condição de tentar convencer o prisioneiro a se confessar culpado das acusações - disse a HRIC em comunicado enviado à Efe.
No entanto, Zhang recusou a proposta. Guo (também conhecido como Yang Maodong) se nega a admitir sua culpa.
As ONGs HRIC e Repórteres sem Fronteiras (RSF), dizem que Guo tem sido maltratado e interrogado dia e noite. Como protesto, passou 40 dias em greve de fome.
Guo participou de revoltas populares na cidade de Taishi, em 2005, depois de o Governo local vender de forma fraudulenta 133 hectares de terras.
As manifestações e greves de fome dos camponeses atraíram a imprensa nacional e estrangeira. As autoridades reagiram com agressões a jornalistas, ativistas e advogados defensores dos manifestantes, entre eles Guo.