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Ratos atraídos por altas temperaturas devoram pastagens na China

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Agência EFE

PEQUIM - As temperaturas acima do normal registradas na China desde meados do ano passado estão pondo em perigo as pastagens da mítica região de Altay, devido à invasão de ratos, que chegam em busca de sol, disseram fontes locais nesta terça-feira.

- Os ratos começaram a chegar da Mongólia em maio de 2006, atraídos pelas altas temperaturas que fizeram crescer a relva. E depois continuaram chegando em massa, mesmo no inverno, que também foi ameno e com pouca neve - explicou Akder, subdiretor do Escritório de Controle de Ratos de Altay, no norte da região chinesa de Xinjiang (noroeste).

Por onde passam, disse, os ratos devoram toda a relva, o que obriga os pastores a mudar suas rotas freqüentes na busca de novos pastos.

- Tomamos muitas medidas, como distribuir armadilhas entre os pastores e soltar raposos e águias para que comessem os ratos. Usamos até venenos. Mas nada funcionou - disse Akder.

A catastrófica situação levou as autoridades locais a pedir ajuda ao Governo regional.

- Enviaram dois helicópteros, que borrifaram venenos nas áreas mais afetadas. Até agora foi a medida mais eficaz. Em alguns pontos conseguimos matar 90% dos roedores - ressaltou a fonte.

No total a praga de ratos afetou 2 milhões de hectares dos gramados de Altay. Se não for controlada, poderá causar doenças epidêmicas na população.

A temperatura média em Xinjiang no inverno esteve entre dois e quatro graus acima do normal. A camada de neve nos montes Altay diminuiu 32 centímetros, segundo dados publicados hoje pela agência oficial, Xinhua.

Segundo Akder, este é o momento mais adequado para espalhar o veneno, já que a grama acaba de crescer outra vez e os ratos não têm ainda muito o que comer. Assim, o raticida fica mais eficiente.

Ele garantiu que o veneno é distribuído com muito cuidado e em pequenas quantidades, para só afetar os ratos.

O maciço de Altay é partilhado por China, Rússia, Cazaquistão e Mongólia. O território chinês inclui o parque natural do lago de Kanas, que será ampliado nos próximos anos para chegar a 10.030 quilômetros quadrados, tornando-se assim um dos maiores do mundo.