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Chefes tribais anunciam libertação de dois voluntários na Somália

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Agência AFP

PUNTLAND (SOMÁLIA) - Dois voluntários, um britânico e um queniano, capturados na semana passada por homens armados em Puntland, região auto-proclamada autônoma no nordeste da Somália, foram libertados nesta terça-feira, segundo os chefes tribais.

- Os reféns, dois voluntários seqüestrados por uma milícia local, estão em Bosasso (capital econômica e o grande porto do norte de Puntland e passam bem - declarou o chefe tribal, Abwan Yusuf Mohamed.

Os reféns trabalham para a ONG CARE International e estavam desaparecidos desde 9 de maio.

- Não vou dizer se foi pago um resgate, mas posso relatar que as negociações encerraram e os dois (homens) foram libertados - afirmou Ali.

Domingo, um cidadão local que entrou nas negociações para a libertação, Ibrahim Adam Mohamed, teria dito que os homens armados detinham os voluntários e ameaçavam matá-los se as forças de segurança tentassem um resgate.

Os dois voluntários foram recrutados pela CARE para inspecionar o depósito de material de construção de dois quebra-mares nas duas cidades de Puntland.

A CARE International não divulgou quais seriam os motivos da captura.

No entanto, segundo Andrew Mwangura, responsável por um programa de assistência aos marinheiros no Quênia, os dois voluntários foram seqüestrados para servir de "moeda de troca", para obrigar as autoridades de Puntland a liberar os barcos apreendidos há duas semanas por "pesca ilegal".

Três navios de pesca finlandeses e nove barcos de pesca locais foram confiscados a cerca de duas semanas ao largo da costa de Puntland.

Inicialmente, a captura dos três navios finlandeses foi atribuída a piratas, algo freqüente nesta zona.

Puntland, região autônoma situada no nordeste da Somália, foi fundada em julho de 1998 por Abdullahi Yusuf Ahmed, que se tornaria em seguida presidente de governos de transição somalis.