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Braço armado do Hamas mata oito policiais do Fatah com míssil

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Agência EFE

GAZA - As Brigadas de Ezzedeen al-Qassam, braço armado do Hamas, mataram nesta terça-feira oito membros das forças de segurança palestinas leais ao Fatah, disparando um míssil contra o carro 4x4 que transportava os agentes no centro da Faixa de Gaza, informaram fontes hospitalares.

O ataque deixou além disso 18 feridos, vários deles em estado grave, segundo fontes do hospital al-Aqsa.

Os feridos em situação mais grave foram transferidos para o hospital Shifa, na Cidade de Gaza.

O serviço de imprensa das Forças de Segurança Nacional palestinas informou em comunicado a morte de oito de seus membros quando protegiam sua base, perto de Karni, contra militantes do Hamas.

Foi a maior ofensiva entre partidários dos dois movimentos desde a formação de um Governo de união nacional, em março. Nas últimas 72 horas, o saldo é de 18 mortos e 35 feridos.

Segundo a rádio pública israelense, milicianos do Hamas estão atualmente lançando ataques com mísseis e fuzis contra partidários do Fatah.

Os dirigentes do Fatah estão pedindo ajuda para que os 200 membros do corpo de segurança e suas famílias possam se defender dos ataques do Hamas, segundo a emissora.

- Membros do braço armado do Hamas e das Forças Executivas (corpo de segurança leal ao Hamas) estiveram atacando a passagem de Karni com morteiros e mísseis, disse o porta-voz da Guarda Presidencial, coronel Ali al-Qissi, à televisão palestina.

Fontes hospitalares informaram ainda a morte de um dos agentes da Guarda Presidencial. Outros quatro foram feridos a tiros por soldados israelenses, em outro incidente ao sul da passagem fronteiriça de Karni.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Fawzi Barhoom, disse à agência Efe que um grupo de 17 milicianos do Fatah matou um membro das Brigadas de Ezzedeen al-Qassam, braço armado do movimento islâmico, perto do posto fronteiriço de Karni. Depois, o grupo se refugiou na fronteira entre Gaza e Israel.

Segundo o porta-voz, as forças israelenses 'protegeram com veículos blindados' a fuga dos guerrilheiros do Fatah.

Um porta-voz do Exército israelense negou as acusações.

- Israel não se intromete em assuntos internos palestinos, afirmou, condenando 'a utilização das forças israelenses num conflito interno para somar pontos'.

O único incidente conhecido pelo Exército israelense, disse à agência Efe um porta-voz, foi o de hoje em Karni, 'quando um grupo de homens armados se aproximou em grande velocidade da fronteira, vindo de Gaza, e a patrulha do Exército, sentindo-se ameaçada, abriu fogo contra o grupo, atingindo uma pessoa'.

O Exército, que fechou a passagem entre Gaza e Israel, afirmou que os soldados israelenses 'dispararam contra vários homens armados que se aproximavam da cerca, que não responderam à ordem de parar'.