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Escudo antimíssel não afetará laços com UE, diz chancele russo

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REUTERS

BERLIM - Moscou não permitirá que uma disputa a respeito dos planos dos EUA para construir um escudo antimísseis na Europa central prejudique suas relações com a União Européia, disse o chanceler russo na quarta-feira.

Washington enfureceu a Rússia e inquietou alguns aliados europeus com um plano de instalar dez interceptadores de mísseis na Polônia e sistemas de radar na República Checa, alegando a necessidade de proteger a Europa de qualquer ataque com mísseis por parte de nações como o Irã.

Mas o chanceler russo, Sergei Lavrov, adotou um tom excepcionalmente conciliador em discurso transmitido por vídeo de Moscou durante uma conferência no ministério alemão de Relações Exteriores.

- Não permitiremos que nos coloquem em contradição com os europeus, e vamos continuar defendendo nossas relações com eles - disse Lavrov.

Claramente se referindo à opinião dos EUA sobre a ameaça representada pelos mísseis do Irã, ele declarou: - Não vamos sucumbir à histeria. Moscou tampouco quer briga com os norte-americanos - acrescentou.

- Rejeitamos fortemente qualquer confronto com os Estados Unidos, e vamos continuar nosso diálogo e ampliar a cooperação onde nossos interesses coincidem, ao mesmo tempo explicando francamente a inadmissibilidade de ações unilaterais desestabilizadoras - disse Lavrov.

A Rússia sugeriu que o escudo antimísseis não se destinaria contra o Irã ou a Coréia do Norte, e sim contra a si própria. Moscou afirmou ainda que os EUA poderiam usar o sistema para espionar a Rússia e que no futuro mísseis ofensivos poderiam ser instalados na Polônia.