Agência EFE
BOGOTÁ - A busca e identificação de desaparecidos pelos grupos paramilitares da Colômbia contarão com o apoio de especialistas e tecnologia de Argentina e Chile, disseram nesta quarta-feira fontes não-governamentais em Bogotá.
A ajuda estrangeira foi solicitada pela Comissão Nacional de Reparação e Reconciliação (CNRR), informou o presidente da Rede de Iniciativas pela Paz e contra a Guerra (Redepaz), Carlos Ivan Lopera.
O porta-voz da ONG, que reúne dezenas de associações civis de todo o país, explicou à imprensa que Argentina e Chile 'têm muita experiência' em tarefas relacionadas com vítimas de desaparecimento forçado.
O presidente da Redepaz disse que os analistas solicitados pela CNRR, órgão responsável por dar assistência às Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), são médicos legistas, antropólogos, geólogos e historiadores.
- A Colômbia precisa de todos os conhecimentos de outros países', afirmou Lopera, para quem 'o problema do país tomou uma importância mundial.
A Promotoria Geral da Nação prevê que os casos de desaparecimento forçado por parte de paramilitares podem chegar a dez mil, dos quais 3 mil estão documentados.
Desde o ano passado, a Promotoria exumou cerca de 900 corpos de desaparecidos em diversas regiões do país, como El Putumayo, departamento da fronteira sul com o Equador.
Somente nesta região, a entidade encontrou os corpos de 211 vítimas em tarefas realizadas de agosto e até o último fim de semana.