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Morales pede desculpas ao Chile por bandeiras queimadas

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REUTERS

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez nesta terça-feira um novo gesto de boa vontade em relação ao Chile ao pedir desculpas por episódios passados em que cidadãos de seu país queimaram bandeiras do vizinho em reivindicação por uma saída para o mar.

O presidente referiu-se a velhos rancores entre Bolívia e Chile, países sem relações diplomáticas e distanciados desde que o primeiro perdeu seu litoral em uma guerra no século 19, ao destacar uma visita que oficiais do exército chileno fazem atualmente a La Paz.

- Saúdo essa visita, seguramente antes nunca ocorria essa situação. O boliviano no Chile era mal visto, e aqui os bolivianos às vezes, pedimos desculpas, queimamos bandeiras do Chile - disse Morales em uma coletiva de imprensa.

Ele acrescentou que, graças à "diplomacia dos povos" e às mudanças de governo ocorridas nos dois países no início de 2006,"a história mudou, agora é outra a história, (de) amizade e confiança".

O litoral boliviano sobre o oceano Pacífico passou a mãos chilenas como consequência da guerra de 1879. Desde então, a chamada "reivindicação marítima" tem estado no centro da política externa da Bolívia.

Morales indicou que a atual aproximação entre La Paz e Santiago busca fortalecer a confiança mútua no marco dos processos de integração regional, como forma de avançar em direção ao objetivo boliviano de uma saída ao mar.

"Os povos não são de guerras, mas de justiça social e sobretudo de amizade, de irmandade, e por isso vamos apostar em uma grande unidade sul-americana e latino-americana", acrescentou Morales, depois de insistir que guerras como a que enfrentaram Bolívia e Chile foram provocadas pelas companhias multinacionais.