ASSINE
search button

Presidente palestino elogia plano de segurança dos EUA

Compartilhar

REUTERS

GAZA - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, elogiou na segunda-feira um plano dos EUA cujo objetivo é aumentar as chances de retomada das negociações de paz com Israel por meio de um cronograma para que os dois lados adotem medidas capazes de incentivar a confiança mútua.

- O documento norte-americano que a liderança palestina recebeu inclui passos importantes para garantirmos a segurança nos territórios palestinos, afirmou Abbas, segundo a agência palestina de notícias Wafa.

O plano, disse o presidente, era um primeiro passo rumo a 'diminuir o sofrimento do povo palestino'.

A proposta prevê a fixação de um 'cronograma' para a adoção das chamadas medidas 'básicas', que incluiriam as forças de segurança palestinas investindo contra os responsáveis por disparar foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza e, também, o Estado judaico limitando as restrições impostas aos palestinos.

Grupos militantes palestinos, porém, entre os quais as Brigadas de Mártires de Al Aqsa (ligadas à facção Fatah, de Abbas), pediram que o presidente rejeitasse o plano. O governo israelense, de outro lado, mostrou discordar de alguns aspectos da medida sugerida.

- O plano dos EUA deve ser rejeitado. Pedimos ao presidente Mahmoud Abbas que não negocie a respeito dele porque ele tem por objetivo garantir a segurança de Israel e criar tensão dentro dos territórios palestinos, disse Khaled al-Batsh, um líder da Jihad Islâmica, grupo responsável por muitos dos ataques com foguete.

Assessores de Abbas afirmaram que o presidente desejava negociar sobre o plano dos EUA, mas exigiria a mudança de alguns aspectos dele.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que a autoridade reconhecia a 'importância de adotar medidas capazes de alimentar a confiança mútua a fim de mostrar à população civil palestina que uma mudança vem ocorrendo'.

Diplomatas de países ocidentais disseram acreditar que o Estado judaico concordará com o plano, mas que tentará alterar alguns de seus pontos.

Entre as medidas das quais Israel discorda está a exigência de desmobilizar vários postos militares de controle existentes na Cisjordânia ocupada.

Abbas, que se reuniu com o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh (do Hamas), no domingo, não conseguiu convencê-lo a dar apoio ao cronograma. Os dois voltam a se encontrar na segunda-feira.