Agência EFE
BAGDÁ - A organização radical Estado Islâmico do Iraque assumiu nesta segunda-feira a autoria do atentado que no domingo matou seis soldados americanos e um jornalista russo na província de Diyala, a nordeste de Bagdá.
O Estado Islâmico do Iraque, uma aliança de oito grupos radicais, entre os quais está o braço da Al Qaeda no país, fez este anúncio através de um comunicado na internet, cuja autenticidade não pôde ser verificada.
- Alá fez com que tivessem êxito os soldados do Estado Islâmico do Iraque ao fazer uma emboscada às tropas cruzadas americanas no centro de Baquba, onde a explosão de uma forte bomba ao lado do veículo blindado matou pelo menos 15 soldados adoradores da cruz - ressalta a mensagem.
A breve nota, que indica que o veículo em que os militares estavam ficou totalmente destruído, lembrou que o Exército americano informou no domingo à noite que apenas oito militares morreram em ataques lançados em Diyala e Bagdá.
Na verdade, o comando americano revelou ontem em três comunicados que oito de seus militares e um jornalista morreram na explosão de bombas em Diyala e duas áreas de Bagdá.
Seis deles e o jornalista morreram na explosão de uma bomba ao lado da patrulha em que viajavam, em Diyala.
Outro atentado, também a bomba, matou um militar americano e feriu outro no sul da capital, de acordo com uma segunda nota.
O terceiro atentado foi cometido no norte de Bagdá, onde um soldado morreu e outros dois ficaram feridos também na explosão de uma bomba, informou outro comunicado.
O Estado Islâmico do Iraque foi anunciado em outubro sob a liderança de Abu Omar el-Baghdadi, e com uma suposta autoridade sobre as províncias de Diyala, Salah ad-Din, Al-Anbar, as cidades de Mossul e Kirkuk, além de algumas áreas de Bagdá e da província de Babel, todas de maioria sunita.