Agência EFE
PARIS - O presidente francês, Jacques Chirac, comemorou hoje a adoção do relatório sobre a mudança climática em Bangcoc e sugeriu a negociação de um acordo, antes de 2009, pelo qual os principais países emissores de gases do efeito estufa se comprometam a reduzir pela metade suas emissões até 2050. Segundo Chirac, por esse acordo os esforços seriam divididos de forma 'eqüitativa' entre os países industrializados e os emergentes, segundo um comunicado do Palácio do Eliseu.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aprovou hoje em Bangcoc um relatório sobre as medidas necessárias para limitar o aquecimento do clima e avalia o custo econômico. Apesar de o custo das medidas para combater a mudança climática "não ser desprezível', é 'muito inferior' às conseqüências de um reaquecimento descontrolado, advertiu Chirac.
O presidente da França lembrou que a União Européia decidiu reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 20% até 2020. Ele ressaltou que a França respeita 'plenamente' seus compromissos em virtude do Protocolo de Kyoto, graças em particular ao esforço 'sem precedentes' empreendido desde 2002 a favor das economias energéticos e as energias renováveis. A França prevê reduzir em 75% suas emissões até 2050, conforme a lei de 2005 que fixou as orientações de sua política energética, mencionou Chirac, cujo mandato termina no próximo dia 16.
No início do ano, o presidente organizou uma conferência sobre o meio ambiente e pediu à comunidade internacional que se envolva "decididamente' na negociação para decidir o futuro do Protocolo de Kyoto e alcançar antes de 2009 o acordo de redução de emissões. Chirac também propôs de novo a criação de uma agência da ONU para o meio ambiente, 'a serviço da consciência ecológica mundial', e defendeu que os analistas internacionais, como os do IPCC, abranjam outros terrenos, como a proteção da biodiversidade.