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Tiroteio em aeroporto de Havana deixa pelo menos um morto

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Agência EFE

HAVANA - As forças de segurança cubanas frustraram uma tentativa de seqüestro de um avião, no aeroporto de Havana, após um tiroteio com os seqüestradores, no qual morreu pelo menos um dos criminosos. Dois recrutas armados com fuzis AK-47 seqüestraram, esta madrugada, um ônibus com passageiros nos arredores do aeroporto, atravessaram as barreiras do Terminal 2, do qual partem os vôos para Miami, e continuaram até chegar ao Terminal 1, de vôos domésticos.

Ao chegarem lá, exigiram um avião para deixar o país, e abordaram um Boeing-737 que se encontrava na pista. Parte dos passageiros do avião, procedente de Santiago de Cuba, tentou saltar do aparelho. Outras versões apontam que os seqüestradores exigiram às autoridades que entregassem um avião tripulado para que pudessem deixar o país.

Segundo funcionários do aeroporto, foi neste momento que começou o tiroteio com as forças de segurança, no qual pelo menos um dos seqüestradores teria morrido, e várias pessoas teriam ficado feridas. Nenhuma destas versões foi confirmada oficialmente pelas autoridades cubanas, e nem pelos meios de comunicação.

Os dois recrutas faziam parte de um grupo que escapou, na noite de sexta-feira, de uma unidade militar da cidade de Manágua, nos arredores de Havana.

Elizardo Sánchez, que lidera a Comissão Cubana de Direitos Humanos, disse à Efe que, durante a fuga foi registrada a morte de pelo menos um militar, embora não tenha explicado as circunstâncias em que ocorreu.

Após a fuga, as autoridades ordenaram uma operação militar para buscar os foragidos, que abrangeu várias províncias da ilha. As autoridades distribuíram, entre a Polícia e os serviços de segurança, uma circular urgente do Centro de Inteligência Militar e do Ministério das Forças Armadas, com as fotografias dos três foragidos.

Segundo esta circular, os recrutas têm entre 19 e 21 anos, são naturais de Camagüey (Centro da ilha) e foram definidos como 'perigosos', por portarem armas de fogo.

As autoridades cubanas fecharam o Terminal 1 do aeroporto, onde é mantida uma forte presença policial.

Em abril de 2003, a Polícia cubana frustrou uma tentativa de seqüestro de um avião por parte de um grupo de homens armados.

Em 31 de março desse mesmo ano, um homem armado com uma granada seqüestrou um avião com 46 passageiros -40 adultos e seis crianças-, que havia partido de Nueva Gerona com destino a Havana.

Em 20 março de 2003, seis cubanos seqüestraram um DC-3 da companhia aérea estatal cubana Aerotaxi, com 37 pessoas a bordo, e o desviaram para Miami. Aviões dos Estados Unidos escoltaram o aparelho até aterrissar, em Key West, onde os seqüestradores foram condenados a penas que variam entre 20 e 24 anos de prisão.