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Iraque consegue US$ 30 bilhões entre perdão de dívidas e ajudas

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Agência EFE

EGITO - O Iraque conseguiu com que vários países ofereçam US$ 30 bilhões ao país, entre ajudas e perdão de dívida, durante as reuniões realizadas nesta quinta-feira que terminaram oficialmente com um Compromisso Internacional para a nação árabe.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que especificou que essa quantidade inclui o perdão das dívidas do Iraque pela Bulgária, China, Arábia Saudita e Grécia, respondendo às recomendações do Clube de Paris.

Segundo fontes da ONU, a quantidade total da dívida cancelada representa aproximadamente 80% dos US$ 30 bilhões. A essa parte devem-se acrescentar as ajudas anunciadas na cúpula de hoje por outros países, como Coréia do Sul, Espanha, Reino Unido, Austrália e Dinamarca, que são os que citou o secretário-geral.

Ban Ki-moon explicou que não há um calendário exato para fazer chegar essa ajuda, e considerou que essa quantia - US$ 20 bilhões abaixo das expectativas iraquianas - 'não é o final, mas o início do apoio da comunidade internacional ao Iraque'.

Moon insistiu que tanto o compromisso do Iraque quanto o da comunidade internacional são importantes para aplicar a iniciativa lançada nesta quinta.

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki afirmou que os compromissos de seu Governo se baseiam em conseguir a reconciliação nacional. Segundo observadores, isso significa uma maior inclusão dos sunitas nas instituições iraquianas, até agora dominadas pelos xiitas.

- A reconciliação nacional é a base para a reconstrução do país, porque a ajuda que recebemos não trará por si só a reconstrução se não houver unidade - disse Al Maliki.

O governante iraquiano reconheceu que a situação de segurança e o terrorismo, que 'se estendeu a outras partes da região', representa um grande desafio, mas assegurou que seu Governo trabalha na reconstrução das forças de segurança.

- Há um programa para prescindir das tropas internacionais no país - disse Al Maliki, sem dar detalhes sobre o assunto.

Segundo o primeiro-ministro, alguns compromissos de seu Governo precisam tempo para levar a cabo - sem especificar quais -, enquanto outros, como a reconciliação e a revisão da Constituição já entraram em vigor.

Nas reuniões de hoje dedicadas ao lançamento do Compromisso Internacional com o Iraque participaram 63 países - 20 deles representados por seus ministros do Exterior - e mais 12 organizações regionais e internacionais.