Agência EFE
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, insistiu que o Congresso deve apresentar um projeto de gastos para a guerra no Iraque sem amarras, e manifestou otimismo sobre obter consenso com a oposição. Durante um discurso para a associação de empreiteiras Associated General Contractors of America, Bush dividiu seu tempo entre comentários sobre a economia e o veto de terça-feira a um projeto de lei de despesas que impunha um calendário de saída das tropas no Iraque.
A Câmara de Representantes deve tentar derrubar o veto presidencial nesta quarta, mas em Washington o consenso é que os democratas não terão apoio dos dois terços para fazê-lo.
O presidente se reúne com líderes democratas e republicanos para discutir os elementos de um novo projeto de lei de gastos suplementares para o ano fiscal em curso. Na reunião, sem dúvida, ambas as partes terão que fazer concessões para destravar as verbas requeridos pelos aproximadamente 155 mil soldados destacados no Iraque.
- Confio que, com a boa vontade de ambas as partes (a Casa Branca e o Congresso), podemos ir além das declarações políticas e obter um acordo sobre um projeto de lei que dê a nossas tropas os fundos e a flexibilidade para cumprir a missão - disse Bush.
O líder americano voltou a repetir, como tem feito em cada evento público, que a melhor maneira de apoiar o Governo de Bagdá e fortalecer a segurança é enviar mais tropas para o território iraquiano.
Bush acrescentou que o Congresso deve dar ao chefe das tropas americanas no Iraque, o general David Petraeus, a oportunidade de demonstrar se funciona ou não a nova estratégia militar para aplacar a luta sectária no país árabe.
Além disso, enumerou as conquistas do Governo iraquiano para melhorar a segurança da população e disse que a espiral de violência no Iraque se deve ao fato de a Al Qaeda ter aumentado sua campanha de ataques, incluindo atentados suicidas por terroristas estrangeiros.