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Promotoria diz que mexicana morta não foi estuprada por militares

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Agência EFE

VERACRUZ - As autoridades do estado mexicano de Veracruz determinaram que a indígena Ernestina Ascencio Rosario não foi violada nem assassinada por soldados do Exército Mexicano na Serra de Zongolica.

O procurador-geral de Justiça de Veracruz, Emeterio López, e o Promotor Especial do caso, Juan Alatriste, informaram hoje em entrevista coletiva a sua decisão de fechar o caso. Eles não encontraram elementos dos dois crimes.

Em 26 de fevereiro, Ernestina Ascencio, de 73 anos, morreu no município de Zongolica, em Veracruz. Seus parentes denunciaram uma violação por parte de militares.

A Promotoria, porém, concluiu nas suas investigações que não procede a ação penal por violação e homicídio.

De acordo com a perícia, 'existia uma lesão anal na mulher, mas nenhum indício criminalista de introdução de um pênis ou de algum objeto'. Alatriste explicou que, segundo os testes de laboratório, Ernestina Acencio sofria de parasitose e a existência de sedimentos intestinais pode ter provocado o sangramento.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) também afirmou que a indígena tinha morrido de anemia aguda e problemas gastrintestinais.