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Nova carruagem para Elizabeth II incorpora mil anos de história

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Agência EFE

LONDRES - A carruagem real Britannia, que incorpora mil anos de história, está recebendo os últimos retoques na Austrália, antes de ser enviada ao Reino Unido como presente da antiga colônia inglesa à rainha Elizabeth II.

Desenhada por Jim Frecklington, a nova carruagem da frota real britânica contém uma viga do 'HMS Victory', o célebre navio do almirante Nelson; madeira das catedrais de Saint Paul's, Canterbury, Wells e York; e fragmentos do navio de Henrique VII, 'The Mary Rose'.

A carroça, que algum dia talvez vá transportar o príncipe de Gales (príncipe Charles) até a abadia de Westminster para sua coroação, é uma cápsula do tempo construída com elementos épicos, que representa um trabalho de três anos e £ 620 mil (mais de ¬ 900 mil) em custos de fabricação, informa hoje o jornal britânico 'The Daily Telegraph'.

Supervisionada pelo príncipe Felipe de Edimburgo, marido da rainha, a carruagem será a segunda a fazer parte da garagem do palácio real britânico nos últimos cem anos.

Em 1986, Frecklington também foi o encarregado de construir o Australian State Coach, carruagem que a Austrália deu de presente à Inglaterra.

Três parelhas de cavalos (cada parelha é um conjunto de dois animais) serão necessárias para puxar as 2,75 toneladas e os mais de seis metros da carruagem, que, construída com os materiais mais selecionados, consegue recriar os suntuosos veículos de transporte clássicos da realeza, com a comodidade proporcionada pela tecnologia do século XXI.

Janelas elétricas, suspensão hidráulica e sistema de calefação se combinam com um interior elaborado com 20 metros de tapeçaria de seda, pinturas da artista Paula Church e teto esculpido com uma coroa dourada feita pelo famoso escultor em madeira Oh Boyd.

Embora a carroça vá chegar com atraso à Inglaterra, por se tratar de um presente para celebrar o 80º aniversário da Rainha que foi comemorado no ano passado, Frecklington ainda procura os elementos para dar os últimos retoques ao presente real.

- Não tenho nada de um dos britânicos mais importantes, Isambard Kingdom Brunel (o maior engenheiro da Inglaterra vitoriana). Ficaria encantado em conseguir nem que fosse uma pequena peça de seu navio, o Great Eastern - disse o desenhista.

Acrescentou que desejaria incluir também algum detalhe do 'Queen Elizabeth', o maior transatlântico a vapor da história, que pegou fogo e afundou no porto de Hong Kong em 1972.