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Etíopes libertam chineses detidos em ataque a campo de petróleo

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REUTERS

OGADEN - Rebeldes etíopes libertaram sete trabalhadores chineses capturados em uma ação em um campo de petróleo que deixou vítimas fatais, disseram neste domingo os guerrilheiros e um porta-voz da Cruz Vermelha Internacional.

Guerrilheiros armados mataram 65 etíopes e nove chineses na ação da madrugada de terça-feira contra o campo de petróleo na região de Ogaden, em um dos piores ataques contra os interesses de Pequim na África até hoje.

- Entregamos os homens para a Cruz Vermelha - disse Adurahmin Mohammed Mahdi, porta-voz em Londres da Frente de Libertação Nacional Ogaden (ONLF), por telefone à Reuters. "Eles estão bem. Não estão feridos e estão muito contentes."

Um porta-voz da Cruz Vermelha em Addis Ababa confirmou a notícia e disse que os chineses estavam a caminho da capital.

- Confirmo que eles foram libertados. Eles estão a caminho de Jijiga - disse o porta-voz a repórteres. "Não sei se já chegaram. Todos são civis."

O grupo guerrilheiro fez diversas advertências a investidores estrangeiros de que não permitirá a exploração de gás e petróleo na região de Ogaden enquanto a população local "não tiver o direito de autodeterminação".

A equipe chinesa trabalha para o Escritório Zhongyuan de Exploração de Petróleo, parte da Sinopec, maior refinaria e produtora de petroquímicos da China.