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Painel conclui que Wolfowitz violou normas éticas do BM, diz jornal

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Agência EFE

WASHINGTON - O painel que investiga o presidente do Banco Mundial (BM), Paul Wolfowitz, está prestes a concluir um relatório que indica que ele violou as normas éticas da instituição ao aumentar o salário da namorada, afirma o jornal 'Washington Post'.

A publicação cita três altos funcionários não-identificados do órgão, que afirmaram que o comitê está discutindo se pedirá oficialmente a renúncia de Wolfowitz.

O ex-número dois do Pentágono deve comparecer ao Conselho Executivo do BM na segunda-feira com seu advogado para apresentar sua versão dos fatos.

Este mês, Wolfowitz reconheceu ter cometido 'um erro' ao conceder uma promoção à namorada, a cidadã britânica de origem líbia, Shaha Ali Riza, e, em razão disso, pediu desculpas.

Riza ainda é funcionária do BM, apesar de ter sido transferida para o Departamento de Estado em setembro de 2005 para evitar o conflito de interesse que surgiu pelo fato de passaria a ser subordinada ao seu namorado, o que é proibido pelas normas da instituição.

Wolfowitz disse ter estabelecido as condições da transferência de Riza depois que a comissão de ética do Conselho Executivo se recusou a afastá-lo do caso. Além disso, declarou que agiu de boa fé e que errou ao navegar por águas desconhecidas.

O ex-subsecretário de Defesa dos Estados Unidos precisou decidir sobre a situção de sua namorada após chegar ao Banco, o que aconteceu em junho de 2005.

O 'Washington Post' diz que os 24 diretores do Conselho Executivo se reunirão na segunda-feira para discutir o relatório e que no mesmo dia poderiam realizar uma votação sobre como proceder no escândalo de Wolfowitz.

Robert Bennett, advogado de Wolfowitz, afirmou ao jornal que seu cliente 'não renunciará' no meio da tempestade.

Bennett criticou o painel designado pelo Conselho Executivo por tirar conclusões antes de dar a Wolfowitz a oportunidade de se defender.

- Se isto é verdade, é realmente um excesso, afirmou o representante legal de Wolfowitz.

O advogado acrescentou que, na segunda-feira, Wolfowitz pretende entregar documentos ao comitê que esclarecerão que o reajuste salarial da namorada teve o consentimento do comitê de ética do BM.

O jornal indica que não ficou claro se o comitê investigador revisará o relatório após o comparecimento de Wolfowitz.

A Casa Branca continua apoiando Wolfowitz, apesar de os funcionários do próprio Banco terem criticado o presidente e pedido abertamente sua renúncia.

A polêmica deve estar presente na agenda durante a cúpula anual entre EUA e Europa que acontecerá na segunda-feira em Washington e que será liderada pelo presidente americano, George W. Bush, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.

A Alemanha é um dos países que se pronunciou a favor da renúncia de Wolfowitz.