REUTERS
JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, não vai renunciar, apesar da expectativa de que um relatório sobre a guerra do Líbano criticará sua atuação, disseram assessores de Olmert na televisão israelense no sábado.
A Comissão Winograd, formada pelo governo, publicará seus resultados preliminares na segunda-feira, com uma análise dos primeiros cinco dias de combate contra o grupo guerrilheiro libanês Hezbollah, depois de ter capturado dois soldados na fronteira, em 12 de julho passado.
A emissora Canal 10 citou uma cópia do relatório que vazou para imprensa, criticando Olmert por não ter 'uma plano organizado' para iniciar a guerra, e descrevendo sua decisão como 'equivocada e apressada'.
O gabinete de Olmert disse em nota que o primeiro-ministro ainda não havia recebido o relatório e não 'estava a par do conteúdo'.
Olmert divulgará sua resposta apenas depois da publicação do relatório, informou seu gabinete.
- Não temos intenção de responder a especulações da mídia - disse a nota.
Analistas disseram que o futuro político de Olmert poderá ser decidido depois do relatório, como também o futuro do ministro da Defesa Amir Peretz.
O Canal 10 disse que os assessores de Olmert afirmaram que o primeiro-ministro não tinha a intenção de renunciar, apesar das críticas. Eles acrescentaram que a decisão de ir à guerra foi tomada por todo o governo.
- Fontes próximas a Olmert disseram que será muito difícil para ele sobreviver a esse relatório. Eles estimam que ele vai conseguir, mas será difícil - disse o repórter político do Canal 10, Nadav Peri.
O Canal 10 disse que a comissão chegou perto de pedir a renúncia de Olmert. O comitê acusou Olmert, que não tem passado militar, de depender 'absolutamente' de seus comandantes militares e de autorizar operações sem consultar outras fontes', disse o Canal 10.
O Canal 2, citando o relatório, disse que Olmert havia 'falhado' em sua atuação na guerra.
Ele prometeu sobreviver à crise da guerra e terminar seu mandato em 2010.